O universo de The Legend of Zelda vive um momento especial. Em 11 de novembro de 2026 chega o aguardado remake de Ocarina of Time para Nintendo Switch 2, enquanto o filme live-action desembarca nos cinemas em 30 de abril de 2027. Esses anúncios mostram que a Nintendo está disposta a expandir a série para além dos consoles.
Com a porta do audiovisual escancarada, fãs já sonham com outra mídia perfeita para Hyrule: o anime. Abaixo, RPGNoticias lista cinco histórias de Zelda que merecem anime, respeitando suas tramas originais e sem inventar nada além do que os jogos apresentam.
Novos ventos para a franquia
A confirmação de uma produção cinematográfica sinaliza a aposta da Nintendo em narrativas mais longas e detalhadas. Um anime poderia seguir essa tendência, aproveitando roteiros prontos que já cativam jogadores há décadas.
Entre diálogos marcantes, mitologia rica e personagens icônicos, alguns capítulos se destacam ao reunir todos os ingredientes que funcionam bem na animação: ação constante, arcos de crescimento pessoal, vilões carismáticos e cenários de tirar o fôlego.
5 – Twilight Princess: atmosfera sombria pronta para 52 episódios
Lançado originalmente em 2006, Twilight Princess colocou Link em uma Hyrule mergulhada em sombras. A roteirista Aya Kyogoku sempre admitiu que gostaria de ter aprofundado mais o enredo, lacuna preenchida anos depois pela adaptação em mangá assinada pelo duo Akira Himekawa.
Mesmo assim, o mangá não conseguiu reproduzir toda a exploração de masmorras e batalhas contra chefes. Em anime, essas sequências ganhariam dinamismo, mantendo o foco na parceria entre Link e Midna, na luta contra Zant e na presença ameaçadora de Ganondorf. Com 52 episódios, seria possível mostrar cada templo sem pressa e explorar temas como ciclo de reencarnação e sacrifício.
4 – Spirit Tracks: a princesa Zelda dividindo o protagonismo
Exclusivo do Nintendo DS, Spirit Tracks se passa 100 anos após Phantom Hourglass, no Reino de Novo Hyrule. Desta vez, Zelda não fica em segundo plano: o espírito da princesa acompanha Link o jogo inteiro, participa das missões e vive um arco de evolução emocional que raramente aparece na franquia.
Com enredo autossuficiente, trilhos místicos que selam um antigo mal e um clima leve de aventura, a história caberia em 26 episódios. Além disso, o romance discreto entre Link e Zelda renderia momentos marcantes, agregando apelo emocional ao anime.
3 – The Wind Waker: chance de revisitar Ocarina of Time em flashbacks
A jornada do Herói dos Ventos navega por um Grande Mar cheio de ilhas coloridas, arte cel-shading e metáforas sobre legado. Como a trama se conecta diretamente a Ocarina of Time, um anime poderia alternar linhas temporais, exibindo flashbacks do Herói do Tempo enquanto o novo Link ergue a Torre dos Deuses.
Imagem: Internet
Esse recurso criaria paralelos dramáticos, culminando em batalhas contra Ganondorf sob duas perspectivas distintas. A estética vibrante e o elenco expansivo – Tetra, Komali, Medli e companhia – garantiriam episódios visualmente diversos e cheios de descobertas.
2 – Link’s Awakening: 12 episódios para um conto existencial
Original do Game Boy, Link’s Awakening propõe um dos enredos mais inusitados da série. Preso na Ilha Koholint, Link descobre gradualmente que tudo pode ser fruto de um sonho do Peixe-do-Vento. Essa revelação, guardada como grande virada de roteiro, sustenta uma narrativa curta mas densa.
Em formato de minissérie de 12 capítulos, o anime exploraria a amizade entre Link e Marin, criaturas excêntricas e o debate sobre o que é real. A ação surgiria nos momentos certos, sem ofuscar o tom contemplativo que transforma o jogo em obra cult.
1 – Oracle of Ages & Seasons: material para mais de 100 episódios
Desenvolvidos pela Capcom no Game Boy Color, Oracle of Ages e Oracle of Seasons funcionam como aventuras independentes que se complementam via senhas. Ao terminar um dos cartuchos, o jogador leva dados para o segundo, continuando a saga de Link contra Veran, Onox e o culto de Twinrova.
Somadas, as duas campanhas apresentam mais de 16 masmorras, dois mundos paralelos (Labrynna e Holodrum) e um epílogo onde Ganondorf quase renasce. Essa estrutura serializada é perfeita para um anime longevo, ultrapassando a marca de 100 episódios. Além disso, as histórias servem de prelúdio indireto a Link’s Awakening, permitindo transição natural para uma temporada futura.
Por que essas histórias de Zelda merecem anime?
Cada título reúne elementos que se encaixam nos formatos televisivos japoneses: arcos bem definidos, ganchos dramáticos e temas universais como coragem, destino e amizade. Transformar essas tramas em animação garantiria frescor à franquia, alcançando novos públicos enquanto mantém viva a essência de Hyrule.
Com o calendário de lançamentos oficiais – Ocarina of Time em 2026 e o longa em 2027 – a estreia de um anime seria o próximo passo lógico na expansão multimídia de The Legend of Zelda. Resta saber se a Nintendo aceitará o desafio e levará essas histórias de Zelda que merecem anime às telas.
