Castlevania: Belmont’s Curse chegou no dia 15 de outubro de 2026, encerrando um hiato de 13 anos sem um capítulo inédito em 2D para a série de caçadores de vampiros da Konami. A expectativa era de celebração garantida, mas o cenário mudou bastante desde o último lançamento desse estilo.
Nesse intervalo, produções como Hollow Knight, Ori and the Will of the Wisps e Prince of Persia: The Lost Crown elevaram o nível das aventuras “Metroidvania”. Agora, o sobrenome Belmont ainda chama atenção, porém precisa provar que continua relevante em meio a concorrentes inspirados justamente nos elementos que o clássico ajudou a popularizar.
Um gênero moldado por Castlevania que seguiu evoluindo sem ele
Boa parte do desafio começou em 1997, quando Symphony of the Night definiu bases como mapa interconectado, progressão por habilidades e retorno a áreas bloqueadas. Enquanto a linhagem tradicional 2D ficou silenciosa depois de Order of Ecclesia, de 2008, outros estúdios continuaram refinando a fórmula.
Hollow Knight transformou a exploração em narrativa ambiental e premiou a curiosidade do jogador. Ori apostou em movimentos ágeis e fluídos, enquanto Dead Cells mostrou que combate veloz podia coexistir com estrutura de roguelite. Em 2025, Hollow Knight: Silksong subiu a régua novamente, colocando pressão extra sobre qualquer novo concorrente.
Belmont’s Curse aposta em Paris de 1499 e na agilidade do chicote
O novo título se passa em Paris no ano de 1499 e apresenta Rose Belmont, filha de Trevor, como protagonista. O estúdio Evil Empire, responsável pelo pós-lançamento de Dead Cells, assina o desenvolvimento ao lado da Motion Twin, com publicação da Konami.
O icônico chicote Vampire Killer agora também serve para atravessar vãos e superar obstáculos, integração que moderniza a exploração sem abandonar a identidade da franquia. Chefes derrotados alimentam o sistema Arcana, que converte inimigos em feitiços baseados em tarô. Há sete categorias de armas e Relics equipáveis, permitindo customizar o estilo de luta.
Exploração sem marcador fixo divide opiniões da crítica
Para manter a sensação de descoberta, o jogo evita indicadores de objetivo constantes. O mapa destaca pistas ambientais e libera marcadores manuais, convidando o jogador a observar cada detalhe dos cenários góticos.
A estratégia gerou respostas distintas. GameSpot concedeu nota máxima (10/10), elogiando o equilíbrio entre combate e mobilidade. IGN ficou em 8/10, apontando que parte do charme clássico se perdeu. VGC registrou 3/5 e Push Square anotou 7/10, ambos citando certa familiaridade excessiva na exploração.
Imagem: Internet
Médias e classificações
No agregado do OpenCritic, Castlevania: Belmont’s Curse alcançou média de 83/100, com 93% de recomendações positivas dos analistas. O título recebeu classificação Teen pelo ESRB devido a violência, sangue leve e temas sugestivos.
Legado impõe comparações inevitáveis
O dilema principal fica claro: repetir a estrutura de Symphony of the Night agrada veteranos, mas convida a comparações com projetos que lapidaram esse formato por anos. Por outro lado, adotar ritmo mais rápido e conveniências modernas faz o jogo lembrar rivais que outrora se inspiraram em Castlevania.
Belmont’s Curse tenta o equilíbrio ao preservar mitologia, armas icônicas e atmosfera sombria, ao mesmo tempo em que acelera o fluxo de ação. A recepção mista demonstra que um nome histórico não recebe elogios automáticos; é preciso oferecer algo que se destaque num mercado saturado.
Ficha técnica resumida de Castlevania: Belmont’s Curse
- Data de lançamento: 15 de outubro de 2026
- Plataformas: consoles e PC (versões digital e física)
- Gêneros: plataforma, ação, aventura, RPG
- Desenvolvedores: Evil Empire e Motion Twin
- Editora: Konami
- Protagonista: Rose Belmont
- Cenário: Paris e Castelo de Drácula, 1499
- Sistema Arcana: feitiços baseados em tarô
- Sete categorias de armas e Relics equipáveis
Concorrência coloca holofote na próxima evolução da série
Belmont’s Curse quebra o silêncio da franquia e oferece base para futuros capítulos, segundo analistas. Ainda assim, o retorno demonstra que, depois de ensinar o gênero a crescer, Castlevania precisa crescer junto para permanecer essencial.
No momento, fãs veteranos e novos jogadores podem explorar Paris do século XV, experimentar o chicote em travessias e decidir por si mesmos se a caçada de Rose Belmont alcança, ou não, o brilho de sucessores como Hollow Knight. O portal RPGNoticias seguirá acompanhando os próximos passos da saga dos Belmont.
