Um buraco de minhoca slipstream quase significou o fim da USS Enterprise, mas a equipe comandada pelo capitão Christopher Pike voltou a provar que derrota não faz parte do vocabulário da nave mais famosa de Star Trek.
O sexto episódio da quarta temporada de Strange New Worlds, intitulado “Off-Hour”, foi escrito por Bill Wolkoff e dirigido por Dan Liu. Nele, superpoderes muito além do regulamento da Frota Estelar entram em cena para livrar a Enterprise de uma armadilha espacial aparentemente mortal.
Os superpoderes da tripulação da Enterprise entram em ação
Ao ficar presa no slipstream, a Enterprise contou com a força genética de duas aprimoradas. A comandante Una Chin-Riley usou a musculatura sobre-humana para estabilizar a gravidade esmagadora no refeitório da seção de estibordo, sacrificando a própria perna no processo. Pouco depois, a tenente La’an Noonien-Singh caminhou pelo casco externo sob radiação intensa para resgatar o tenente Spock, que tentava coletar dados de um pod iônico fundamental para a nave encontrar a rota de saída.
Spock, por sua vez, demonstrou a habitual lógica vulcana e resistência física fora do comum. Mesmo sofrendo envenenamento por radiação, ele completou a missão que forneceu as leituras cruciais para o cálculo de fuga. Como se não bastasse, a cadete vulcana A’Sha usou sua força superior para abrir manualmente portas de um turbolift avariado e libertar o recém-chegado engenheiro Scotty.
Uma imortal com cinco milênios de experiência
Entre as peças-chave, destaca-se ainda a comandante Pelia. Pertencente à espécie lathanita, a oficial acumula mais de cinco mil anos de vivências em mundos e tecnologias diversos. Essa bagagem permitiu que ela acalmasse Scotty durante um ataque de pânico, lembrando o jovem engenheiro de que “milagres” são frutos de estudo e sangue-frio — lição que se mostrou vital para ajustar os motores da Enterprise no instante exato.
Determinados, brilhantes e incansáveis
Ainda que os superpoderes da tripulação da Enterprise tenham sido decisivos, o roteiro deixa claro que a verdadeira arma secreta da nave é a combinação de cérebros, coragem e persistência. A enfermeira Christine Chapel personificou esse espírito ao recusar a ordem do médico interino Phil Boyce para deixar o doutor Joseph M’Benga morrer. Mesmo ferida e em meio ao caos, Chapel usou cada recurso médico disponível — e muita criatividade — para salvar a vida do colega com quem tinha discutido pouco antes.
Enquanto isso, no convés de comando, Nyota Uhura e a própria A’Sha restabeleceram comunicações internas, permitindo que todos sincronizassem esforços. Já a tenente Erica Ortegas, em uma manobra descrita pelos oficiais como “quase impossível”, pilotou a nave entre flutuações gravitacionais sem comprometer o casco. Durante todo o tempo, Pike manteve a calma, delegou tarefas de forma cirúrgica e tomou decisões que mesclavam risco calculado e confiança absoluta em sua equipe.
Imagem: Paramount
Por que a Enterprise nunca perde
“Off-Hour” reforça a ideia que o público de RPGNoticias já conhece: quando uma nave reúne dois vulcanos, dois humanos geneticamente aperfeiçoados e uma imortal, as probabilidades mudam de figura. Una, La’an, Spock, A’Sha e Pelia trazem vantagens físicas e intelectuais que qualquer capitão invejaria. Entretanto, o episódio também evidencia que esses dons só fazem diferença porque cada oficial da Enterprise — superpoderoso ou não — se recusa a aceitar o fracasso.
Quem são os membros com habilidades especiais
• Comandante Una Chin-Riley – Força e resistência ampliadas por engenharia genética.
• Tenente La’an Noonien-Singh – DNA semelhante, o que garante desempenho extremo em situações de perigo.
• Tenente Spock – Lógica vulcana, capacidade pulmonar e tolerância à radiação além dos padrões humanos.
• Cadete A’Sha – Jovem vulcana cujo vigor físico já supera muitos veteranos.
• Comandante Pelia – Imortalidade lathanita, cinco milênios de conhecimento técnico e histórico.
A soma desses perfis explica por que, diante de crises como a do slipstream, a Enterprise parece simplesmente incapaz de perder. Cada um coloca seu dom a serviço de um objetivo comum, e a diversidade de habilidades garante uma resposta rápida, criativa e sempre à frente do inimaginável.
Resultado da missão “Off-Hour”
No desfecho do episódio, a nave emerge do buraco de minhoca praticamente ilesa, graças a cálculos refinados de Spock, revisados por Scotty e aplicados por Ortegas. A engenheira Chefe interina faz questão de creditar a escapada à “teimosia coletiva” que reina a bordo. Já Pike, fiel ao perfil de líder inspirador, valoriza o empenho de cada departamento e lembra que a Frota Estelar seleciona “os melhores dos melhores” para a classe Constitution.
Dessa forma, Strange New Worlds reafirma a premissa de que a combinação de talentos únicos — os chamados superpoderes da tripulação da Enterprise — aliada a trabalho em equipe, mantém a NCC-1701 sempre um passo à frente do perigo, não importa quão extraordinária seja a ameaça.
