John Stewart já carregava o destino de se tornar Lanterna Verde desde o berço, mas só agora o público viu quem realmente puxa as cordas por trás dos anéis de poder. O terceiro capítulo de Lanterns, série da HBO Max que integra o capítulo “Gods and Monsters” do novo DCU, exibiu pela primeira vez os lendários Guardians of the Universe.
Além de mostrar sua forma clássica — pele azulada, cabelos brancos e túnica vermelha — a produção revelou mudanças drásticas no processo de recrutamento dos protetores setoriais. A novidade atiça teorias sobre o real papel dos Guardiões e coloca Hal Jordan em uma posição desconfortável.
Lanterns episódio 3: quem são os Guardians of the Universe?
Os Guardians surgem como uma raça milenar que supervisiona os 3.600 setores patrulhados pelo Green Lantern Corps. No episódio, Laura Linney interpreta uma Guardiã que adota disfarce humano para evitar suspeitas enquanto observa a Terra. Embora, nos quadrinhos, esses seres sejam quase metade do tamanho de uma pessoa comum, na série eles aparecem maiores, o que já chama atenção dos fãs mais puristas.
A cena de abertura entrega um close rápido na Guardiã em sua forma verdadeira. A partir daí, entendemos que John Stewart foi “monitorado” pela cúpula desde criança. O mesmo capítulo relembra a passagem de Stewart como atirador da Marinha e como isso pesou na avaliação de coragem — requisito sagrado para empunhar o anel.
Doze Guardiões… agora onze
Outro dado relevante: o episódio confirma que existiam doze Guardiões até Sinestro assassinar um deles durante uma tentativa de golpe. Esse fato explica por que a cúpula abandonou o antigo protocolo de deixar o anel escolher seu sucessor de forma autônoma. Agora, cada candidato precisa passar por uma entrevista direta.
Mudança no recrutamento dos Lanternas Verdes
Tradicionalmente, quando um Lanterna morria, o anel voava até o ser mais próximo capaz de superar o medo. Em Lanterns episódio 3, percebemos que esse sistema foi suspenso. A Guardiã de Linney conversa com a mãe de John, ainda em 2016, para garantir que o jovem substitua Hal Jordan “quando chegar a hora”. Esse rearranjo mexe na cronologia clássica, mas também cria um suspense extra para a trama.
Para o público, a alteração significa que os Guardiões querem controle total sobre quem recebe o poder esmeralda. E isso levanta dúvidas: eles perderam a fé na vontade do anel ou escondem algo maior sobre o planeta Terra?
Hal Jordan sob desconfiança
O roteiro deixa claro que o relacionamento antigo entre Hal e Sinestro coloca o protagonista na mira. Apesar de ter capturado o ex-mentor, Jordan sofre vigilância constante da cúpula. Se existe uma segunda intenção, ela ainda não veio à tona, mas Lanterns episódio 3 planta pistas de que Sinestro guarda segredos sobre John Stewart e sobre a agenda real dos Guardiões.
Conexão com os Manhunters: ameaça à espreita
Nos capítulos anteriores, Hal menciona que os Guardiões exterminaram os Manhunters, androides justiceiros que escalaram seus métodos para genocídio galáctico. Mesmo assim, um Manhunter estaria escondido na Terra em 2016. A informação sugere ligação direta com o novo sistema de seleção de Lanternas. Se os Guardiões temem outra rebelião, buscar recrutas “programados” desde cedo pode ser a resposta.
Imagem: Internet
O episódio até utiliza o termo “programação” ao explicar a criação militar de Stewart, algo que ecoa a natureza automatizada dos antigos robôs. Assim, fica a pergunta: será que os próprios Guardiões caminham para um colapso ético, ou apenas buscam Lanternas sem falhas humanas?
Possibilidades para o futuro imediato
A suspeita de corrupção, uma Guardiã usando disfarce e o mistério sobre a relevância da Terra compõem o caldo dramático da série. Ainda restam vários episódios antes da season finale, mas Lanterns episódio 3 já coloca os Guardiões como peças-chave — e talvez antagonistas — do primeiro arco do DCU televisivo.
Detalhes de bastidores reforçam o peso da estreia
A produção coloca Kyle Chandler no papel de Hal Jordan, veterano cansado que ainda carrega restolhos de lealdade ao antigo mentor. Aaron Pierre vive John Stewart, exaltando disciplina e firmeza moral em tela. A química entre os dois sustenta a pegada “buddy cop” vendida por James Gunn, que comparou o tom da série à primeira temporada de True Detective.
Chris Mundy, showrunner de Lanterns, traz experiência prévia em dramas de mistério e conta com Damon Lindelof no time de roteiristas. A ambição é entregar um thriller de assassinato em solo americano, enquanto as responsabilidades cósmicas batem à porta. Dessa forma, a aparição dos Guardiões amplia a escala da história sem abandonar a investigação central.
RPGNoticias de olho no DCU
Como portal dedicado a filmes, séries e games, o RPGNoticias acompanha de perto cada virada dessa empreitada de James Gunn. Afinal, os Guardiões não são apenas figuras míticas; eles determinam o destino de 3.600 setores do universo fictício da DC. Qualquer alteração em seus mandamentos pode repercutir em futuros filmes como Superman (2025) e The Brave and the Bold.
O que esperar dos próximos episódios
Com a revelação de que os Guardiões evitam presença humana no Corpo — e, ao mesmo tempo, mantêm um olho atento à Terra —, é provável que novos segredos venham à tona. Será que veremos mais detalhes sobre o Guardian assassinado? Sinestro vai abrir o bico? E, acima de tudo, qual a real ameaça maior que o próprio Manhunter?
Enquanto essas questões não encontram resposta, Lanterns episódio 3 solidifica seu lugar como ponto de virada na temporada. A série retorna todo domingo na HBO Max, servindo doses iguais de drama investigativo e conflitos cósmicos. Para quem acompanha o DCU desde o anúncio de “Gods and Monsters”, eis o lembrete de que o caminho dos heróis passa, inevitavelmente, pelo julgamento dos Guardiões.
