Três décadas se passaram desde que o Nintendo Entertainment System dominou as salas de estar, mas alguns de seus cartuchos continuam obrigatórios. Mesmo em meio à enxurrada de remakes e aventuras 16-bit que ganham o coração dos indies, há títulos 8-bit capazes de prender veteranos e novatos com a mesma força.
Nesta seleção, reunimos os sete melhores jogos do NES — verdadeiras joias que ajudaram a inventar gêneros, refinar controles e mostrar do que o console era capaz. Pegue o controle e prepare-se para uma viagem ao passado que ainda parece surpreendentemente atual.
Contra: adrenalina em forma de run and gun
Lançado pela Konami em 1988, Contra virou sinônimo de ação frenética. Curiosamente, a versão doméstica superou a dos fliperamas: fases adicionais, controles precisos e aquela dificuldade “um erro e você morre” que todo jogador antigo conhece.
O segredo está no ritmo perfeito. O game alterna percursos laterais com túneis pseudo-3D que, na época, pareciam coisas de outro mundo. Hoje, seguem divertidos justamente pela simplicidade: correr, atirar, não parar. Se você procura entender de onde surgiram vários shooters modernos, comece pelo primeiro da lista dos melhores jogos do NES.
Mike Tyson’s Punch-Out!!: ritmo de campeão
Oficialmente rotulado como jogo de boxe, Punch-Out!! é, na prática, um desafio de leitura de padrões. Cada lutador apresenta coreografias próprias; cabe ao jogador enxergar a brecha e contra-atacar no timing certo.
A estrutura parece básica, mas permanece viciante. Da estreia em 1987 até hoje, poucos títulos uniram esporte, memória e reflexo com tanta personalidade. Talvez por isso a franquia apareça raramente na linha de produção da Nintendo: é difícil superar algo que já nasceu redondo.
Vice: Project Doom, a pérola escondida
Chegando às lojas em 1991, quando a atenção migrava para Super Nintendo e Mega Drive, Vice: Project Doom foi ofuscado pelo hardware mais novo. Injusto. O jogo intercala três estilos de gameplay — tiroteios em plataforma, perseguições de carro e fases de tiro em primeira pessoa — sem perder o fôlego.
A trama abraça o clima B-movie dos anos 80, cheia de conspirações e criaturas bizarras. Tecnicamente, expõe até onde o NES poderia ir em efeitos visuais e sonora. Se você quer provar que o console oferecia mais do que Mario, Zelda e Mega Man, coloque Vice na lista de melhores jogos do NES.
The Legend of Zelda: liberdade pioneira
Em 1986, Shigeru Miyamoto entregou um mundo aberto antes que a expressão existisse. The Legend of Zelda joga o herói Link num mapa vasto, permitindo que o jogador escolha o caminho, descubra segredos e monte seu próprio roteiro.
É verdade que alguns aspectos envelheceram, como a falta de indicações e o backtracking constante. Ainda assim, os quebra-cabeças dos calabouços e a sensação de aventura seguem inigualáveis. Vale a pena experimentar para entender por que quase todo RPG de ação moderno bebe nesta fonte.
Imagem: GameRant
Mega Man 2: explosão azul em oito bits
A Capcom encontrou a fórmula em 1988: oito chefes, armas copiadas e fases que você seleciona na ordem que preferir. Mega Man 2 não apenas salvou o robô azul do esquecimento como definiu o que viria nos capítulos seguintes.
Difícil? Muito. Injusto? Quase nunca. A curva de aprendizado incentiva aquela “só mais uma tentativa” e mostra como level design pode ser desafiador e justo ao mesmo tempo. Se pensa em maratonar a franquia, comece aqui — e verá por que continua figurando em qualquer lista dos melhores jogos do NES.
Kirby’s Adventure: o canto do cisne do console
Lançado em 1993, quando o NES já dava adeus ao mercado, Kirby’s Adventure provou que ainda havia pólvora na nave 8-bit da Nintendo. O jogo introduziu a mecânica de copiar poderes: mais de 20 transformações que mudam completamente a jogabilidade.
Somado a isso, há efeitos de paralaxe, minigames e uma paleta vibrante que faz o cartucho parecer 16-bit. Resultado: um dos mais bonitos e variados títulos do sistema, eleito por muitos fãs como a despedida perfeita.
Super Mario Bros. 3: plataforma no auge
Fechando o pódio, Super Mario Bros. 3 chegou às prateleiras japonesas em 1988 (e ao Ocidente em 1990) para redefinir o gênero plataforma. Mapas-mundo, trajes variados — quem esquece a roupa de guaxinim? — e dezenas de atalhos transformaram o game em fenômeno cultural.
Falar de Mario 3 é chover no molhado, mas impossível ignorar seu impacto. Até hoje serve de referência para level design, ritmo de progressão e criatividade. Se existe um cartucho que personifica a expressão “melhores jogos do NES”, está aqui.
Por que esses clássicos ainda importam?
Todos os sete títulos influenciaram diretamente a evolução dos videogames. Alguns criaram fórmulas que resistem, outros mostraram como empurrar hardware a limites inimagináveis em 8-bits. Juntos, formam um recorte histórico que qualquer entusiasta deveria viver na pele.
Se você chegou até aqui, talvez já esteja procurando onde baixar legalmente ou assoprar velhas fitas guardadas. Conte para a gente nos comentários de RPGNoticias: qual desses clássicos você vai revisitar primeiro?
