Poucos personagens do terror contemporâneo são tão reconhecíveis quanto Pennywise no IPTV. Basta aparecer o rosto branco, o cabelo avermelhado e aquele sorriso nada amigável para saber exatamente de quem estamos falando. Mas IT: A Coisa vai muito além da imagem assustadora de um palhaço.
Baseada na obra de Stephen King, a história mistura terror sobrenatural, amizade e amadurecimento enquanto acompanha um grupo de jovens que precisa enfrentar algo muito mais antigo e perigoso do que imaginava.
O resultado transformou IT em uma das franquias mais populares do gênero e apresentou Pennywise a uma nova geração.
Afinal, qual é a história de IT: A Coisa?
A trama acontece principalmente em Derry, uma pequena cidade onde desaparecimentos e acontecimentos violentos parecem fazer parte de um ciclo assustador.
É nesse cenário que conhecemos o chamado Clube dos Perdedores, formado por jovens que carregam seus próprios medos, inseguranças e problemas pessoais.
Quando crianças começam a desaparecer, eles percebem que existe algo muito estranho acontecendo na cidade.
No centro de tudo está Pennywise.
Apesar de normalmente aparecer como um palhaço, a criatura não está limitada a essa aparência. Ela consegue explorar os maiores medos de suas vítimas e assumir diferentes formas para aterrorizá-las.
É justamente essa característica que faz com que IT funcione tão bem como conceito de terror: o monstro pode ser diferente para cada pessoa.
Pennywise não é apenas um palhaço assustador
A versão cinematográfica lançada em 2017 ajudou a transformar Pennywise novamente em fenômeno da cultura pop.
Interpretado por Bill Skarsgård, o personagem ganhou movimentos estranhos, expressões desconfortáveis e uma aparência que parece familiar e perturbadora ao mesmo tempo.
Seu figurino também contribui bastante.
Em vez da aparência colorida normalmente associada aos palhaços modernos, Pennywise utiliza uma roupa com inspiração antiga, cheia de babados e volumes. Os tons claros contrastam com detalhes avermelhados presentes na maquiagem e no cabelo.
Tudo parece propositalmente envelhecido.
Essa escolha ajuda a transmitir a sensação de que estamos diante de algo que existe há muito mais tempo do que os protagonistas conseguem compreender.
E talvez seja exatamente isso que torne sua aparência tão eficiente.
O Clube dos Perdedores é o verdadeiro coração de IT
Embora Pennywise apareça em praticamente todo material promocional relacionado à franquia, são as crianças que fazem a história funcionar.
Bill, Beverly, Richie, Eddie, Ben, Mike e Stanley possuem personalidades muito diferentes, mas encontram segurança justamente na amizade construída entre eles.
O terror surge não apenas quando Pennywise aparece.
Cada personagem enfrenta conflitos próprios, envolvendo família, bullying, perdas e inseguranças. A criatura simplesmente encontra uma maneira de transformar essas fragilidades em armas.
Por isso, IT: A Coisa também funciona como uma história sobre amadurecimento.
Existe um monstro perseguindo as crianças, mas existe também aquele momento inevitável em que elas começam a descobrir que o mundo adulto não é tão seguro quanto imaginavam.
Por que IT continua tão popular?
Stephen King publicou It originalmente em 1986, mas a história conseguiu atravessar diferentes gerações.
Uma adaptação televisiva lançada em 1990 já havia tornado Pennywise extremamente conhecido, naquela ocasião interpretado por Tim Curry. Décadas depois, a versão de 2017 apresentou uma abordagem diferente do personagem e alcançou um público ainda maior.
O sucesso levou à continuação IT: Capítulo Dois, que acompanha os protagonistas já adultos.
A franquia também mostrou que Derry ainda tinha muitas histórias para explorar, expandindo esse universo para além dos acontecimentos diretamente ligados ao Clube dos Perdedores.
No fundo, porém, a essência permanece praticamente a mesma.
IT: A Coisa usa o sobrenatural para falar sobre medos extremamente humanos. Pennywise pode assumir inúmeras formas, mas aquilo que realmente assusta cada personagem vem de dentro.
Talvez seja justamente por isso que, mesmo depois de tantos anos, ainda seja tão difícil olhar para um balão vermelho sem lembrar imediatamente de Derry.
