2026 está se mostrando um ano movimentado para quem gosta de explorar mapas gigantes, enfrentar combates complexos e, claro, mergulhar em histórias cheias de escolhas. Entre remakes fiéis, continuações aguardadas e novas franquias, não faltam aventuras para quem vive procurando o próximo grande RPG de mundo aberto.
Para ajudar quem quer organizar a lista de compras — ou de desejos — reunimos os lançamentos mais relevantes do gênero em 2026. A ordem abaixo considera a repercussão entre público e crítica, avaliações no Steam e no OpenCritic, além do impacto geral dos jogos. Vale lembrar que nenhum dos títulos em acesso antecipado entrou na seleção.
8. The Division Resurgence
Portado do mobile para PC, o looter shooter tático da Ubisoft tenta conservar o DNA da franquia, mas apresenta conteúdo reduzido quando comparado a The Division 2. Gratuito, mantém mecânicas de cobertura e cooperação, porém exige preparo para grind pesado e menos variedade de missões.
Dados de avaliação: 47 % de reviews positivos no Steam global e média 75 no OpenCritic. Servindo mais como curiosidade para quem esgotou o material dos capítulos anteriores, continua divertido para sessões rápidas.
7. The Seven Deadly Sins: Origin
Inspirado no anime homônimo, o RPG de mundo aberto ambientado em Britânia chega com promessa de mundo vasto, mas tropeça no excesso de mecânicas de gacha e em um modelo Free-to-Play que lembra demais Genshin Impact. O progresso é fortemente bloqueado por barreiras de tempo e recursos.
No Steam, 60 % de aprovação; no OpenCritic, média 70. Quedas de desempenho, missões repetitivas e fim de jogo pouco elaborado fazem dele um dos lançamentos menos essenciais, ainda que os primeiros momentos ofereçam alguma diversão.
6. Code Vein 2
A sequência abandona mapas interligados lineares para apostar em um mundo aberto amplo. O resultado divide opiniões: a escolha ampliou a exploração, mas diluiu ritmo e identidade. Inimigos e cenários se repetem, gerando sensação de cansaço antes do fim da campanha.
Em contrapartida, o sistema de combate amadureceu. Mais classes (Blood Codes) e opções de builds tornam o progresso menos punitivo. No balanço, 65 % de avaliações positivas no Steam e nota 73 no OpenCritic.
5. NTE: Neverness to Everness
Com estética urbana e sobrenatural, o free-to-play surpreende ao misturar investigação paranormal, administração de atividades na cidade e uma trilha sonora marcante. O jogador assume o papel de um Appraiser, caçando Anomalias em um ambiente cheio de vida.
A mistura de gêneros quase vira bagunça, mas o jogo sustenta a proposta com mecânicas robustas de progressão. Recebeu 83 % de avaliações positivas no Steam, ainda que a média 71 no OpenCritic mostre espaço para lapidar narrativa e bugs persistentes.
4. Gothic 1 Remake
Clássico cult dos anos 2000, o RPG da Piranha Bytes retorna pelas mãos da Alkimia Interactive com minimalismo na modernização. Mundo compacto, dificuldade alta e sistema de facções permanecem intactos, oferecendo experiência brutal e imersiva.
Quem busca polimento AAA pode estranhar algumas rigidezes, mas o remake é, até agora, um dos mais fiéis do mercado. Somou 88 % de aprovação no Steam e nota 73 no OpenCritic.
Imagem: Internet
3. DragonSword: Awakening
Colorido, acessível e sem gacha, o game lembra Genshin Impact em tom, porém adiciona combate em duplas e Familiars colecionáveis. Explorar o Continente de Orbis rende dezenas de horas, mesmo que a trama do dragão renascido seja clichê.
Com 89 % de avaliações favoráveis no Steam e média 87 no OpenCritic, superou expectativas. Fãs que priorizam enredo podem sentir falta de profundidade, mas a jogabilidade compensa.
2. Mortal Shell 2
A sequência do soulslike indie expande o escopo para um mundo aberto fragmentado, repleto de atalhos e masmorras opcionais. Combate ganhou mais precisão, enquanto os Shells atuam como classes distintas, oferecendo versatilidade na progressão.
Atmosfera sombria com pitadas de horror cósmico, campanha de cerca de 50 horas e lore denso renderam 76 % de reviews positivas no Steam e nota 85 no OpenCritic. Pequenos problemas técnicos ainda exigem ajustes, mas o título já é referência do subgênero.
1. The Blood of Dawnwalker
Principal novidade de 2026, o RPG vampírico do estúdio Rebel Wolves entrega alto nível de ambição. A campanha não linear, limite de tempo para certas missões e protagonista meio-vampiro fazem o jogo se destacar em meio aos concorrentes.
Ambientação densa, temas adultos e construção de mundo robusta renderam 75 % de aprovação no Steam e média 85 no OpenCritic. Erros de performance devem ser resolvidos em patches futuros, mas o título já nasceu forte o bastante para projetar uma nova franquia.
E o caso de Crimson Desert?
O game da Pearl Abyss ficou fora da lista por definição: o estúdio o classifica como ação-aventura, destacando puzzles, travessia e combate mais arcade. Com árvores de habilidade simplificadas e poucas escolhas narrativas, não atende aos critérios de RPG pleno. Caso fosse incluído, provavelmente disputaria o Top 3.
Como fica o resto do ano
Mesmo com calendário cheio, ainda há lançamentos promissores previstos para o fim de 2026. Quem não conseguir dar conta de tudo pode acabar empurrando alguns desses mundos abertos para a backlog de 2027. De qualquer forma, o ranking ajuda a definir prioridades e mostra que o gênero segue mais vivo do que nunca.
Para acompanhar as próximas estreias e novidades, fique de olho aqui no RPGNoticias — o portal segue monitorando cada patch, DLC e estreias no universo dos RPGs de mundo aberto.
