Nodusfall chegou à Gamescom 2026 cercado de expectativa. Em apenas meia hora de jogatina, o novo projeto da HoYoverse comprovou que a fama do estúdio chinês vai além de Genshin Impact ou Honkai. Mesmo sem reinventar a roda, o game exibe combates intensos, chefes colossais e um sistema cooperativo para até quatro jogadores que pode rivalizar com nomes de peso do gênero.
A reportagem de RPGNoticias testou o título em um PC de alto desempenho com controle de Xbox e voltou convencida de que há espaço no mercado para mais um soulslike/Monster Hunter-like — principalmente quando ele promete ser gratuito e sem sorteios aleatórios de personagens.
HoYoverse aposta em co-op com Nodusfall
Premissa multi-mitologia e formação de equipe
Descrito oficialmente como “jogo de ação cooperativa multi-mitologia”, Nodusfall coloca grupos de até quatro jogadores contra criaturas inspiradas em lendas orientais e ocidentais. O teste apresentava quatro heróis iniciais, cada um encaixado em arquétipos clássicos de MMO: um tanque espada gigante e três personagens femininas, sendo duas arqueiras e uma maga de suporte.
Teste prático na Gamescom 2026
Seleção de heróis e sistema de classes
Ao iniciar a sessão, o jogador escolhe seu protagonista e passa por um tutorial curto numa área que lembra uma casa na árvore. O passo seguinte é interagir com um painel de contratos, tal qual a série Monster Hunter. A construção de build promete avançar com itens cosméticos — cabelos, roupas e afins — sem alterar estatísticas, segundo o estúdio.
Mecânicas do Hexsworn em detalhes
A classe testada foi a Hexsworn, suporte que conjura dano de gelo e cura parceiros. Seu ataque principal dispara projéteis infinitos parecidos com a magia Glintstone Pebble de Elden Ring. O secundário lança uma onda gélida subterrânea; ao acertar três vezes, libera uma habilidade turbinada. Entre as skills principais há: feixe de cura única, área de cura ao redor da maga, rajada de gelo contínua e o ultimate que cria um círculo verde regenerativo.
Três chefes consecutivos mostram potencial
Cleaver Fellstone: aquecimento perto da cachoeira
O primeiro contrato levou o grupo a um vale com cascata onde surgiu Cleaver Fellstone. Enquanto o tanque distribuía golpes pesados, a sensação era de que o suporte pouco contribuía: dano baixo e grupo com vida cheia quase todo o tempo.
Imagem: Internet
Qionqi: dificuldade elevada em caverna sombria
A segunda arena, uma caverna subterrânea, trouxe o leão alado Qionqi, lenda chinesa. Seus ataques de área exagerados, somados aos efeitos visuais de quatro jogadores, geraram caos na tela. Vidas despencavam antes mesmo de a cura ser acionada, e o time venceu na base da insistência, finalizando com animação brutal em que o tanque vira um cavaleiro gigante e decapita a fera.
Maldrake: combate que faz tudo encaixar
O clímax veio contra Maldrake, dragão negro montado por guerreiro de armadura — referência clara a Dark Souls 3. Ataques bem telegrafados obrigavam o suporte a alternar entre dano e cura, aproveitando o bônus da passiva. Foi quando a jogabilidade mostrou todo o seu ritmo: dar chip damage, habilitar o poder aprimorado e reagir à ofensiva do chefe.
Áudio, visuais e pontos em aberto
Música orquestrada e efeitos de golpes soam refinados. Os gráficos realistas impressionam, embora os rostos flertem com o uncanny valley, lembrando a protagonista de Stellar Blade. Ainda não está claro se o game terá exploração aberta ou progressão por missões encadeadas via teleporte, ponto que desperta curiosidade para análises futuras.
Modelo de negócios surpreende
Nodusfall chegará ao PC como free-to-play e, segundo a HoYoverse, não usará sorteios aleatórios (gacha) para liberar personagens. A medida representa ruptura na estratégia do estúdio, famoso pelos banners de Genshin Impact. Caso mantenha o nível técnico visto na feira, o título tem tudo para disputar espaço com Elden Ring Nightreign e Monster Hunter nas preferências dos fãs de ação cooperativa.
