Castlevania: Belmont’s Curse chegou às lojas em 15 de outubro de 2026, quebrando um jejum de mais de uma década sem um título inédito da franquia.
O game foi desenvolvido pelos estúdios Evil Empire e Motion Twin, publicado pela Konami e trouxe de volta a atmosfera gótica que fez a série brilhar.
Apesar dos elogios, a pergunta que paira é: qual será o próximo passo da saga, agora que o terreno está novamente fértil?
Ao mesmo tempo em que a aventura estrelada por Rose Belmont agrada aos nostálgicos, ela também reacende um desejo antigo dos fãs: ver, enfim, a lendária batalha de 1999 em que Julius Belmont derrota Drácula para sempre.
Esse confronto, citado em Aria of Sorrow e jamais mostrado na íntegra, segue como a maior história não contada de Castlevania.
Com o retorno da série ao seu cânone tradicional, é a hora perfeita para colocar Julius no centro dos holofotes.
Belmont’s Curse marca o fim da seca de Castlevania
O último jogo original da franquia havia sido Lords of Shadow 2, lançado em 2014. A recepção morna e as vendas abaixo do esperado levaram a Konami a colocar a marca em segundo plano, investindo em remasters pontuais, máquinas de pachinko e licenças para outros títulos.
Belmont’s Curse inverteu esse cenário. Segundo o Metacritic, a aventura recebeu avaliações “geralmente favoráveis”, resultado considerado sólido para quem ficou anos longe dos holofotes.
Volta às raízes da cronologia clássica
Sai o universo do reboot, entra novamente a linha temporal original, com trechos que dialogam até com a série animada da Netflix. Rose Belmont, filha de Trevor, assume o chicote lendário e explora um castelo cheio de caminhos alternativos, em clara homenagem ao estilo Metroidvania consagrado por Symphony of the Night.
Por que Julius Belmont é peça-chave para o futuro
Antes do reboot, a franquia caminhava para aprofundar a exploração aberta iniciada em Symphony of the Night. Aria of Sorrow (2003) e Dawn of Sorrow (2005) foram pontos altos dessa proposta, apresentando um protagonista fora da linhagem Belmont: Soma Cruz, reencarnação de Drácula. O detalhe crucial? O vampiro só renasce porque, no cronograma oficial, foi morto definitivamente em 1999 por Julius Belmont.
Julius apareceu jogável em modos extras, mas nunca liderou uma campanha principal. Criador de longa data da franquia, Koji Igarashi chegou a afirmar que desejava contar a guerra de 1999 em um jogo completo, algo que nunca saiu do papel.
Imagem: Amber Warnock
A batalha de 1999: um conto ainda inédito
Sobre esse embate histórico, a série só revelou pequenos fragmentos: Julius é descrito como o Belmont mais poderoso da linhagem, portando o chicote Vampire Killer em sua forma completa. Em 1999, Drácula ergueu seu castelo pela última vez e juntou exércitos das trevas. Julius liderou caçadores de todo o mundo no confronto final, selando o conde numa vitória sem precedentes.
Enquanto Soma Cruz protagoniza o “depois”, os fãs nunca viram o “durante”. É justamente esse vácuo narrativo que pode sustentar o próximo grande título.
Momento favorável: todos os elementos estão alinhados
A parceria entre a equipe de Dead Cells e a Konami, que nasceu no elogiado DLC Return to Castlevania, demonstrou sintonia criativa. O sucesso abriu portas para que Belmont’s Curse fosse produzido, sinalizando que a empresa japonesa voltou a confiar na franquia principal.
Se a ideia é honrar a cronologia clássica, colocar Julius como protagonista naturaliza o passo seguinte. O personagem já possui mecânicas definidas nos modos extras de Aria e Dawn, servindo como ponto de partida para lapidar golpes, sub-armas e habilidades.
Década de 90 e ambientação inédita
Situar o enredo em 1999 amplia possibilidades estéticas: combina o visual gótico tradicional com elementos de início de século, como neon discreto, celulares tijolão e trilha sonora misturando rock e música eletrônica. Essa fusão pode atrair novos jogadores sem afastar veteranos.
Belmont’s Curse prova que o público segue faminto
Em RPGNoticias, leitores comentam diariamente sobre teorias, speedruns e segredos escondidos no título mais recente. A comunidade demonstra que há apetite por histórias originais que aprofundem a mitologia da série.
Num mercado sedento por narrativas fortes, revisitar a vitória definitiva contra Drácula, sob a perspectiva de Julius, pode entregar o equilíbrio exato entre nostalgia, ação frenética e frescor criativo.
Expectativa realista
Konami ainda não anunciou planos oficiais, mas a recepção calorosa do novo capítulo provavelmente acelerará conversas internas. Com a popularidade persistente da animação na Netflix e de participações especiais em outros jogos, Castlevania voltou a ser pauta quente na indústria.
No fim, resta a esperança de que a editora transforme o maior “não mostrado” da franquia em uma experiência completa. Julius Belmont espera há mais de vinte anos pelos holofotes; depois de Belmont’s Curse, talvez ele finalmente receba o palco que merece.
