A Nintendo relançou The Legend of Zelda: Ocarina of Time para Switch 2 mantendo o espírito do clássico de 1998. Mesmo com mudanças pontuais, críticos apontam que o estúdio jogou “no modo seguro”.
Curiosamente, essa decisão conservadora impulsionou a recepção: o remake abriu com 96 pontos no Metacritic, selo que o coloca entre os títulos mais bem avaliados da plataforma.
O que mudou — e o que permaneceu intocado
Segundo a equipe de desenvolvimento, o jogo foi “reconstruído do zero”. A base visual recebeu texturas em alta definição, iluminação retrabalhada e modelos mais detalhados, mas a progressão principal ficou idêntica ao original do Nintendo 64.
Entre as principais novidades, estão salto manual, câmera livre de 360 graus e botão de corrida, que aposenta a tradicional sequência de rolamentos para atravessar rapidamente o vasto Campo de Hyrule. Além disso, o uso das Botas de Ferro agora é feito por atalho, aliviando a frustração que muitos lembram do Templo da Água.
Estrutura de mapas continua segmentada
Diretores explicaram que, mesmo com a capacidade superior do novo hardware, preferiram manter áreas separadas por telas de transição. A intenção foi preservar a sensação de “evento” sempre que o jogador deixa a Floresta Kokiri e enxerga Hyrule se abrir diante dele, repetindo o impacto da versão de 1998.
Notas altas, mas a mesma queixa ecoa
Ollie Reynolds, do Nintendo Life, recomendou o game com 9 de 10, classificando-o como “muito seguro”. Scott Duwe, do Destructoid, deu nota máxima, mas lamentou a ausência de surpresas robustas. Já Kyle Hilliard, da Game Informer, ofereceu 9,25 e observou que o título “parece novo sem realmente ser”.
A repetição de críticas sobre falta de ousadia contrasta com os próprios números. Na plataforma de agregação Metacritic, 25 análises formam a média 96, ficando atrás apenas de gigantes como Tears of the Kingdom dentro da franquia. O resultado sugere que a fidelidade ao original ainda tem forte apelo nos dias atuais.
Master Quest ficou de fora
Veteranos esperavam o modo Master Quest, lançado em 2003 para GameCube, que reverte o mapa de masmorras e eleva o desafio. A Nintendo não comentou o motivo da exclusão, gerando desapontamento entre jogadores que dominam cada atalho do roteiro tradicional.
Por que o “jogar seguro” pode ter sido decisivo
Para críticos, a releitura fiel permite que a obra se sustente pelos próprios méritos, sem competir com a revolução de mundo aberto vista em Breath of the Wild e Tears of the Kingdom. A manutenção da jornada linear realça momentos icônicos, como a transição de Link criança para adulto, ponto ainda citado como emocionante por quem jogou dezenas de vezes.
Imagem: Internet
Ao mesmo tempo, melhorias de qualidade de vida, como movimentação mais ágil e câmera ajustável, atualizam a experiência para um padrão contemporâneo sem desmontar a estrutura de quebra-cabeças das dungeons. É um equilíbrio que, no fim, pesou positivamente nas avaliações.
Recepção sugere longevidade do design de 1998
Mesmo quem esperava transformações radicais admite que a aventura se mantém notavelmente sólida quase três décadas depois. O portal VGC, por exemplo, concedeu cinco estrelas após ponderar sobre um possível Hyrule maior, mas concluiu que a restrição de escopo foi a escolha correta.
Para o público que nunca tocou no original, a versão de Switch 2 mostra um design de fases compacto, porém consciente, onde cada calabouço gira em torno de um item-chave. Para veteranos, o foco vira reencontrar segredos — e perceber que alguns truques de rupias foram removidos, provocando pequenas surpresas.
Impacto no catálogo do Switch 2
Com a nota 96, Ocarina of Time Remake estreia como um dos carros-chefe da nova geração da Nintendo. O desempenho também reforça a estratégia de relançar clássicos com cuidado, algo que pode influenciar futuras produções ou remasterizações.
Serviço: onde jogar e classificação etária
The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake está disponível apenas no Switch 2, em formato físico e digital. O jogo recebeu classificação ESRB Everyone 10+, por conter violência fantástica e leve presença de sangue animado.
Para quem acompanha o RPGNoticias, vale lembrar que a aventura original de 1998 leva cerca de 30 horas, mas o novo modo de corrida e os atalhos de menu reduzem consideravelmente o tempo de travessia entre cenários.
Dados de lançamento
- Lançamento: 5 de novembro de 2026
- Gênero: RPG de ação e aventura
- Desenvolvedora: Nintendo
- Publicadora: Nintendo
- Média no Metacritic: 96/100 (25 críticas)
Com críticas que oscilam entre a admiração e o pedido por mais ousadia, Zelda: Ocarina of Time Remake mostra que ainda existe espaço no mercado para releituras fiéis, desde que tragam ajustes que respeitem o tempo do jogador moderno.
